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Placas de Patrimônio: Especificações Técnicas e Aplicações na Gestão Patrimonial

etiqueta de patrimonio homem tablet

As placas de patrimônio não servem apenas para colocar um número em um equipamento, ela é o ponto de ligação entre o bem físico e todas as informações contábeis ligadas a ele: número de série, descrição, localização, valor de aquisição, depreciação acumulada, valor residual e a taxa de depreciação.

Quando uma empresa possui muitos ativos, a falta de uma placa de patrimônio impossibilita a localização física dele para as atividades necessárias da gestão de imobilizado:

*A Investor não fornece etiquetas patrimoniais, somos especializados em laudos de avaliações para fins contábeis: inventário patrimonial, avaliação de ativos fixos, revisão das vidas úteis, teste de impairment, entre outros.

Agora que já explicamos o porquê de utilizar as placas de patrimônio e a importância que elas têm para a gestão dos ativos da empresa, chegou o momento de pensarmos na escolha da placa ideal. E para isso, antes de qualquer decisão, é preciso se fazer algumas perguntas:

Essas perguntas são o ponto de partida para garantir que a placa escolhida realmente atenda às necessidades do seu patrimônio, evitando prejuízos futuros com substituições precoces ou perda de legibilidade. A seguir, vamos entender cada tipo de material disponível no mercado e em qual contexto ele se encaixa melhor.

Qual material utilizar?

Alumínio

A placa de alumínio é a opção que mais aparece na identificação patrimonial. Apesar de ser recomendada para ambientes internos pode ser usada também em ambientes externos, já que oferece uma boa resistência ao longo do tempo.

Seu grande diferencial é o equilíbrio entre custo e desempenho. Para empresas que precisam identificar milhares ou centenas de bens, ela atende bem a demanda sem pesar muito no orçamento.

Outro ponto importante é a durabilidade. Quando Bem aplicada, a placa acompanha o bem praticamente até o fim da sua vida útil, estimasse uma vida útil de até 20 anos para esse material.

Na prática, isso significa menos trocas e menos retrabalho com identificação.

Por isso é muito comum encontrar esses itens em:

.  computadores;

. notebooks;

. mesas;

. cadeiras.

Esses Fatores deixam evidente porque esse material se tornou referência entre as opções disponíveis no mercado.

Aço inox

As placas de aço inox são escolhidas quando a empresa precisa de uma identificação mais resistente no inventário, sendo mais comuns em ambientes industriais pesados.

Comparadas a etiquetas convencionais, são bem mais sólidas e aguentam grandes mudanças de temperatura. Sua alta resistência permite manter as informações patrimoniais preservadas por mais tempo, mesmo em locais onde outros materiais podem apresentar maior desgaste ou perda de identificação. Estimasse que essa placa possa durar até 30 anos.

É bastante utilizada em:

. máquinas pesadas;

. equipamentos industriais

Não costuma ser a primeira escolha para aplicações comuns devido ao investimento maior, mas em determinados ambientes ela é a opção mais segura.

O investimento inicial é maior, porém a durabilidade faz com que muitas organizações escolham a opção do alumínio justamente para reduzir as substituições recorrentes de placas.

Na pratica o seu custo não deve ser analisado somente pelo seu valor de compra, mas pelo tempo que essa placa continuará funcionando.

Uma placa mais resistente como essa, pode representar economia quando evita trocas e retrabalhos em inventários futuros

Poliéster

As placas de poliéster são a opção mais econômica entre os materiais usados na identificação patrimonial. Costumam ser indicadas para bens de menor exposição ou giro mais rápido de inventário.

São bem finas e flexíveis, o que facilita a aplicação em superfícies variadas, mas isso também significa menor resistência a impacto e desgaste em comparação com alumínio ou aço inox. Estimasse que essa opção possa durar entre 6 e 7 anos.

É bastante utilizada em:

. mobiliário leve;
. itens de escritório;

. bens com baixa exposição

Ela resolve em casos pontuais, mas quando durabilidade é prioridade, alumínio e aço inox continuam sendo as escolhas mais indicadas

Polipropileno

O polipropileno também aparece como opção na identificação patrimonial, embora seja pouco utilizada. É um material plástico resistente à umidade, indicado para situações pontuais onde não há grande exposição a impacto ou desgaste.

 

Qual tamanho das placas de patrimônio?

O tamanho mais usado no mercado é o 46x15mm. Ele oferece espaço suficiente para código de barras, numeração e até logotipo, sem prejudicar a legibilidade, por isso é a escolha padrão para bens de porte médio, como computadores, notebooks e móveis de escritório.

Para bens pequenos, onde não há muito espaço de fixação, o ideal são placas menores, entre 25x12mm e 40x13mm. Nesses casos, costuma-se incluir apenas o essencial: número de patrimônio e código de leitura.

Já em máquinas industriais e equipamentos de grande porte, vale usar placas maiores, a partir de 50x20mm. Isso evita que a identificação se perca no bem ou fique difícil de localizar na hora do inventário.

O tamanho do logotipo segue essa mesma lógica. Em placas maiores, é possível destacar a marca sem comprometer as demais informações; já em placas menores, o logo costuma ficar mais escondido, priorizando a leitura do código e do número de patrimônio.

No fim, a escolha do tamanho ideal depende principalmente do porte do bem e da quantidade de informação que a placa precisa carregar.

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Código de barras, QR Code ou RFID: qual tecnologia escolher?

O material da placa é muito importante, mas a forma de leitura também influencia o controle patrimonial e deve ser analisada para definir o método mais adequado para cada aplicação.

Código de barras

Funciona pelo sistema tradicional de bipagem: o leitor é apontado diretamente para a placa e realiza a leitura do código, de forma semelhante ao processo utilizado em caixas de supermercado. Para isso, é necessário ter acesso visual e proximidade física à placa, o que exige que cada bem seja localizado individualmente durante o inventário.

QR Code

O princípio é semelhante ao da bipagem, porém a leitura pode ser feita pela câmera do celular, sem a necessidade de um leitor específico. Ao ser escaneado, o código pode direcionar diretamente às informações cadastradas daquele bem, como número de patrimônio, setor responsável ou data de aquisição, ofertando informações valiosas para a gestão da empresa.

RFID

Nesse caso, não há bipagem nem leitura visual: a placa carrega um pequeno chip com antena, que capta o sinal de radiofrequência emitido por um leitor específico. Basta o bem entrar no raio de alcance do leitor para ser identificado, mesmo à distância ou sem contato com a placa. Dá para ler vários bens ao mesmo tempo, o que agiliza bastante o inventário em locais com muitos ativos.

Qual forma de fixação?

Quando a placa é mais leve, a fixação costuma ser mais simples: uma fita dupla-face de alta aderência, aplicada direto no verso, já garante boa fixação. Ainda assim, quem quer eliminar qualquer risco de descolamento pode optar pela cola de junta de motor mesmo nesses casos, já que ela oferece uma aderência muito mais forte.

Já quando a placa é mais pesada, o adesivo comum não é suficiente. Nesses casos, a cola de junta de motor se torna necessária, preparada para aguentar peso e vibração sem comprometer a fixação.

Sem essa cola, com o tempo, o peso da placa pode acabar soltando, principalmente em locais com movimentação ou temperaturas mais altas.

Qual numeração ideal?

A numeração sequencial, do 1 em diante, é a forma mais indicada de organizar o inventário patrimonial. Ela cria uma lógica simples de conferência: dá para saber quantos bens existem, quais números já foram usados e identificar rápido se algum item está faltando na sequência.

Números aleatórios dificultam esse controle. Sem ordem lógica, fica mais difícil saber se todos os bens foram cadastrados, e erros de digitação ou duplicidade passam mais fácil. Vale lembrar que organizar por setor, categoria ou data de aquisição não depende da placa, isso é o sistema de gestão patrimonial que faz, associando cada número a essas informações.

Por outro lado, a numeração sequencial tem uma limitação: como o número é fixo desde o cadastro, fica mais difícil reclassificar um bem quando ele muda de setor ou categoria, já que a placa não acompanha essa mudança.

Qual o ambiente e o nível de exposição da placa?

Antes de escolher o material, vale entender onde a placa será aplicada. Ambientes internos, como escritórios e salas administrativas, costumam ter menos exposição a variações de temperatura, umidade ou impacto, o que permite usar materiais mais simples.

á ambientes externos ou industriais, como galpões, áreas de produção ou pátios, expõem a placa a sol, chuva, poeira e até produtos químicos. Quanto maior essa exposição diária, mais desgaste a placa sofre e materiais mais resistentes, garantem que a identificação continue legível por mais tempo.

Avaliar isso antes da escolha evita dois problemas comuns, gastar mais do que o necessário com um material resistente demais para um ambiente tranquilo, ou escolher uma placa simples demais para um ambiente que vai desgastá-la rápido.

Placas alternativas

Policarbonato: é um material flexível, mas com boa resistência a impacto e a variações de temperatura, inclusive as mais altas. Por isso, costuma ser usado em maquinários, computadores e impressoras, equipamentos que muitas vezes esquentam durante o uso ou ficam próximos a fontes de calor.

BOPP: é um filme plástico mais rígido, com boa resistência a rasgos e ao frio, suportando temperaturas bem baixas sem perder a aderência do adesivo. Isso faz dele uma boa opção para identificar móveis e eletrônicos, incluindo equipamentos que ficam em ambientes refrigerados, como câmaras frias.

Comparativo de materiais para placas patrimoniais

Material Custo Durabilidade Tamanho recomendado Fixação recomendada Indicado para Uso em ambiente interno? Uso em ambiente externo/exposto?
Poliéster Baixo Baixa/moderada

(6 a 7 anos)

Pequeno a médio (25x12mm a 46x15mm) Adesivo comum (fita dupla-face) Bens internos, de menor exposição e giro rápido de inventário Sim Não
Alumínio Intermediário Alta

(20 anos)

Médio (46x15mm), o mais versátil do mercado Adesivo comum ou cola de junta de motor, conforme o peso da placa Bens de porte médio, ambientes internos e externos com exposição moderada Sim Sim
Aço inox Alto Muito alta

(30 anos)

Médio a grande (50x20mm ou mais) Cola de junta de motor (maior peso exige aderência mais forte) Ambientes industriais pesados, alta exposição a intempéries e variação de temperatura Sim Sim

Conclusão

Não existe um material único ideal para todas as situações, a escolha certa depende do ambiente, do porte do bem e da frequência de uso. Ao alinhar essas variáveis, a empresa evita gastos desnecessários e garante que seu patrimônio permaneça identificado de forma clara e duradoura.

O que é uma placa de patrimônio e para que serve?

É uma etiqueta fixada em ativos da empresa que conecta o bem físico ao seu registro contábil — incluindo número de série, valor de aquisição, depreciação e localização. Ela é essencial para o controle e a gestão do imobilizado.

Quais são os principais materiais disponíveis para placas patrimoniais?

Os mais comuns são poliéster, alumínio e aço inox. Há ainda opções alternativas como policarbonato e BOPP. A escolha depende do ambiente de uso, da durabilidade desejada e do orçamento.

Qual material tem melhor custo-benefício?

O alumínio é o mais equilibrado: custo intermediário e durabilidade estimada de até 20 anos. É a escolha mais comum no mercado para bens de porte médio, como computadores, notebooks e móveis.

Quando devo usar placa de aço inox?

Em ambientes industriais pesados, com grandes variações de temperatura, umidade ou alto risco de desgaste — como em máquinas e equipamentos industriais. A durabilidade estimada chega a 30 anos, compensando o custo mais alto.

Qual o tamanho de placa mais indicado?

O tamanho padrão é 46x15mm, adequado para a maioria dos bens. Bens pequenos pedem placas menores (25x12mm a 40x13mm); equipamentos industriais de grande porte pedem placas maiores (a partir de 50x20mm).

Qual a diferença entre código de barras, QR Code e RFID?

Código de barras: leitura por leitor dedicado, com contato visual direto. QR Code: leitura pela câmera do celular, sem leitor específico, com acesso imediato às informações do bem. RFID: leitura por radiofrequência, sem necessidade de contato visual — permite identificar vários bens ao mesmo tempo, agilizando muito o inventário.

Qual a melhor forma de fixar a placa?

Placas mais leves podem ser fixadas com fita dupla-face de alta aderência. Placas mais pesadas exigem cola de junta de motor, que suporta peso, vibração e temperaturas elevadas sem soltar.

Como devo numerar as placas patrimoniais?

A numeração sequencial (a partir do 1) é a mais recomendada. Ela facilita a conferência, identifica itens faltantes e reduz erros de digitação. A organização por setor ou categoria é feita no sistema de gestão, não na placa.

O ambiente de uso influencia na escolha da placa?

Sim, decisivamente. Ambientes internos e tranquilos admitem materiais mais simples, como poliéster. Ambientes externos ou industriais — com sol, chuva, poeira ou produtos químicos — exigem alumínio ou aço inox para garantir legibilidade ao longo do tempo.

Quais os benefícios de usar placas patrimoniais para a empresa?

Agilidade no inventário e na conciliação físico-contábil, segurança contra desaparecimento de ativos, inibição de furtos, rastreabilidade das movimentações e conformidade com exigências de auditoria contábil e fiscal.

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