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CVC acelera expansão nos EUA com compra da Marathon por até US$ 1,6 bilhão – 27/01/2026

CVC acelera expansão nos EUA com compra da Marathon por até US$ 1,6 bilhão

CVC

A CVC Capital Partners anunciou a compra da gestora americana Marathon Asset Management, em um acordo que pode chegar a US$ 1,6 bilhão quando considerados todos os componentes da transação (valor base mais earn-outs). O negócio combina dinheiro e ações, com uma parte paga em caixa e outra em participações da própria CVC, e está previsto para ser concluído no terceiro trimestre de 2026, após aprovações regulatórias.

A aquisição amplia significativamente a presença da CVC no mercado de crédito dos Estados Unidos, um dos maiores e mais dinâmicos do mundo, permitindo que a empresa combine a carteira atual com os mais de US$ 24 bilhões em ativos sob gestão da Marathon. A operação deve aumentar os ativos remunerados sob gestão da unidade de crédito para cerca de €61 bilhões (aprox. US$ 72 bi).

Apesar da importância estratégica do movimento, as ações da CVC chegaram a cair após o anúncio, refletindo parte da cautela dos investidores em relação a integrações e impacto financeiro no curto prazo.

Principais pontos da notícia

  1. Valor da transação e estrutura
    O acordo prevê um valor-base de até US$ 1,2 bilhão — sendo US$ 400 mi em caixa e até US$ 800 mi em ações — com um componente variável (earn-out) que pode somar mais US$ 400 mi conforme desempenho futuro.
    ➝ Essa estrutura vincula parte do pagamento ao desempenho da gestora adquirida.

  2. Expansão no crédito norte-americano
    Com a compra, a empresa amplia sua atuação no mercado de crédito nos EUA, agregando capacidades em crédito baseado em ativos, imobiliário, oportunístico e público e elevando os ativos sob gestão da área de crédito para cerca de €61 bi (~US$ 72 bi).
    ➝ Isso posiciona a CVC de forma mais competitiva no maior mercado de crédito do mundo.

  3. Prazo de conclusão e impacto
    A conclusão está prevista para o 3º trimestre de 2026, sujeita a autorizações regulatórias, e a expectativa é que a integração torne a operação positiva para lucro por ação a partir de 2028.
    ➝ Os investidores já reagiram cautelosamente no curto prazo, refletindo expectativa sobre execução e sinergias.

Brex cai de ícone global com valuation de US$ 12,3 bi para venda por US$ 5,15 bi, deixando mercado dividido

Brex

A fintech Brex, criada por Henrique Dubugras e Pedro Franceschi em 2017 e uma das startups mais reconhecidas do Vale do Silício, está sendo vendida para o banco americano Capital One por US$ 5,15 bilhões, em uma combinação de meio a meio em dinheiro e ações. A transação, prevista para ser concluída no meio de 2026, representa um desconto significativo em relação ao pico de valuation de US$ 12,3 bilhões alcançado em 2022 — quando entrou para o seleto grupo dos “decacornios”.

Para os fundadores e early investors, a saída ainda garante liquidez e participação futura na operação dentro do banco. Mas muitos investidores que entraram em rodadas mais avançadas viram o retorno abaixo das expectativas, refletindo as mudanças no mercado de venture capital após o fim do ciclo de dinheiro barato e a maior exigência por rentabilidade e eficiência operacional.

O acordo com o Capital One não só dá uma rota de saída para a fintech como também oferece ao banco tecnologia e plataforma digital atualizados, reforçando sua presença no segmento de pagamentos corporativos.

Principais pontos da notícia

  1. Venda por US$ 5,15 bi — bem abaixo do valuation anterior
    A transação com o Capital One foi acordada por US$ 5,15 bilhões (metade em ações, metade em dinheiro), um valor que ficou cerca de 58% abaixo do valuation máximo de US$ 12,3 bi da startup em 2022.
    ➝ Isso mostra o ajuste de valuations no setor de fintech após a fase de abundância de capital risco.

  2. Impacto para investidores e fundadores
    Fundadores e investidores iniciais garantem liquidez e podem se beneficiar no longo prazo dentro do banco, mas aqueles que participaram de rodadas late-stage pagas em valuations mais altos podem ter retornos modestos ou até negativos.
    ➝ Entradas mais caras em ciclos anteriores tornaram a saída menos lucrativa.

  3. Alvo estratégico para o comprador
    Para o Capital One, a aquisição representa uma forma de puxar tecnologia e acesso a clientes corporativos sem construir tudo internamente, acelerando sua posição no mercado de pagamentos corporativos e soluções de gestão financeira.
    ➝ Integra a fintech ao banco tradicional para ampliar oferta de serviços.

SpaceX avança rumo ao maior IPO da história com valuation bilionário e planos para 2026

SpaceX

A SpaceX, empresa aeroespacial liderada por Elon Musk, está se aproximando de um pedido de IPO (oferta pública inicial) planejado para 2026 que pode bater todos os recordes globalmente. A expectativa é que a estreia na bolsa seja coordenada por grandes bancos como Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley e que a oferta supere os US$ 30 bilhões levantados, tornando-se potencialmente a maior da história.

Nos últimos meses, a empresa já autorizou venda interna de ações que valorizou a companhia em cerca de US$ 800 bilhões, um sinal de movimentação rumo ao mercado público. Ainda que o plano seja colocar o IPO em 2026, parte do processo depende das condições de mercado e da finalização dos detalhes com os bancos.

Principais pontos da notícia

  1. Banco e coordenação da oferta
    A estreia em bolsa deve ser liderada por grandes bancos norte-americanos — Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley — que atuarão na estruturação e lançamento da oferta pública.
    ➝ Isso mostra o peso do IPO e o interesse das principais instituições financeiras no processo.

  2. Recorde histórico em vista
    A SpaceX mira levantar mais de US$ 30 bilhões com o IPO, superando ofertas históricas como a da Saudi Aramco (US$ 29 bi) — tornando-se potencialmente a maior oferta pública inicial de todos os tempos.
    ➝ Essa meta destaca a dimensão do plano frente ao mercado global de capitais.

  3. Valuation e contexto operacional
    A empresa já foi avaliada em cerca de US$ 800 bilhões em transações internas de ações, impulsionada pela expansão da Starlink e contratos de lançamento, com planos de chegar a uma avaliação ainda maior no momento do IPO.
    ➝ A forte projeção de receitas e expansão de negócios alimenta a ambição de valuation.

Da expansão agressiva ao desmonte: a crise da Reag após investigações e recompras de ativos

Reag

A Reag Investimentos, gestora criada por João Carlos Mansur, vive um processo de desconstrução acelerada após um período intenso de aquisições e crescimento. Nos anos anteriores, a empresa havia comprado mais de 15 ativos, incluindo casas de wealth management, acreditando construir um grande grupo no mercado financeiro.

No entanto, após a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal e a crise de reputação que se seguiu, ficou claro que a Reag não conseguiria honrar todos os pagamentos futuros dos negócios adquiridos, levando a recompra de participações vendidas anteriormente e ao início de um desmonte estrutural.

O processo está ligado a problemas regulatórios e investigações que também culminaram em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, tornando a gestora alvo de uma intervenção mais ampla das autoridades por suspeitas de irregularidades envolvendo fundos e operações de mercado.

Principais pontos da notícia

  1. Crescimento por aquisições seguido de recompras
    A Reag expandiu rapidamente por meio da compra de mais de 15 empresas no mercado financeiro, incluindo grupos de wealth management, mas depois teve que recomprar esses negócios à medida que não conseguia concluir os pagamentos futuros previstos nos contratos.
    ➝ O movimento sinaliza que o modelo de expansão estava excessivamente alavancado, exigindo recuo após as dificuldades.

  2. Crise desencadeada por operação da Polícia Federal
    A crise reputacional foi desencadeada pela Operação Carbono Oculto, que envolveu investigações sobre potenciais irregularidades relacionadas ao Banco Master e fundos administrados pela gestora, afetando diretamente sua credibilidade no mercado.
    ➝ Esse evento contribuiu para dificuldades financeiras e perda de confiança de clientes e parceiros.

  3. Intervenção regulatória e desmonte institucional
    Em janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da empresa, uma medida extrema motivada por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional, com indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores.
    ➝ Isso formaliza o fim da estrutura original da gestora diante de irregularidades graves.

ANTAQ publica editais do primeiro leilão portuário de 2026 com R$ 229 mi em investimentos

ANTAQ

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou os editais do primeiro bloco de leilões portuários de 2026, com sessão marcada para 26 de fevereiro, na B3 em São Paulo. Os documentos colocam em disputa quatro terminais localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Recife (PE) e Porto Alegre (RS), envolvendo diferentes perfis de uso — de granéis e minerais a turismo — e investimentos previstos de cerca de R$ 229 milhões ao longo dos contratos.

Os terminais têm prazos de arrendamento e exigências de infraestrutura ajustadas ao tipo de operação de cada ativo, com destaque para o maior aporte no Arco Norte (terminal em Macapá). O objetivo da iniciativa é atrair capital privado para modernizar a infraestrutura portuária brasileira e ampliar a capacidade logística nas regiões Norte, Nordeste e Sul.

O processo agora entra na fase de interação com o mercado, em que dúvidas podem ser encaminhadas à ANTAQ antes do leilão.

Principais pontos da notícia

  1. Editais e data do leilão
    A agência reguladora publicou os editais para os arrendamentos dos quatro terminais, com sessão pública marcada para 26 de fevereiro de 2026, na B3 (São Paulo) — etapa em que serão recebidas e classificadas as propostas.
    ➝ Isso formaliza o início da agenda de concessões portuárias no ano.

  2. Investimentos previstos
    O conjunto de terminais tem previsão de aproximadamente R$ 229 milhões em investimentos ao longo dos contratos — incluindo R$ 150,2 mi no terminal de Macapá, R$ 55,17 mi no de Natal, R$ 21,13 mi em Porto Alegre e R$ 2,3 mi no de Recife.
    ➝ Os valores refletem prioridades distintas, de movimentação de cargas a turismo de cruzeiros.

  3. Prazos contratuais e vocações regionais
    Os contratos variam em duração (15 a 25 anos), com metas específicas de melhoria de infraestrutura e operação:

    • O arrendamento em Macapá (AP) e Recife (PE) tem 25 anos,

    • Natal (RN) 15 anos,

    • Porto Alegre (RS) 10 anos.
      ➝ Isso ajusta os compromissos de investimento ao potencial econômico de cada terminal.

Brasil recebe R$ 1,38 bi em royalties de Itaipu em 2025, beneficiando estados, municípios e União

Itaipu

Em 2025, o Brasil recebeu R$ 1,381 bilhão em royalties da Itaipu Binacional, referentes à compensação pelo uso do potencial hidráulico do Rio Paraná na geração de energia elétrica — valor distribuído entre municípios, estados e o governo federal. Os recursos ajudam a financiar serviços públicos e investimentos locais, e seguem as regras de divisão previstas na legislação nacional.

A maior parte dos repasses ficou com os municípios (R$ 898 mi), seguida dos estados (R$ 345 mi) e da União (R$ 138 mi). Entre os estados, o Paraná — que abriga a margem brasileira da usina — foi o maior beneficiário, recebendo cerca de R$ 293 mi.

Principais pontos da notícia

  1. Total de royalties em 2025
    O Brasil recebeu R$ 1,381 bilhão em royalties pela energia gerada por Itaipu no ano.
    ➝ Esse montante representa a compensação financeira pelo uso dos recursos hídricos e está alinhado à legislação brasileira.

  2. Como os recursos foram distribuídos
    R$ 898 mi foram para municípios, R$ 345 mi para estados e R$ 138 mi à União.
    ➝ A maior parte ficou com os municípios, que aplicam os recursos em serviços públicos locais.

  3. Principais beneficiários regionais
     O Paraná recebeu o maior valor entre os estados (R$ 293 mi), seguido por repasses menores a Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.
    ➝ Isso reflete a concentração da produção da usina e a regra de partilha proporcional.

ANAC estende por 45 dias comissão que trabalha resolução da concessão de Viracopos

ANAC

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) prorrogou por 45 dias o prazo de atuação da Comissão de Autocomposição da Concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos (SP), a partir de 24 de janeiro de 2026. O grupo foi criado para buscar soluções consensuais para questões ligadas à concessão do terminal — que segue em processo de revisão após desafios contratuais e litígios. A prorrogação foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União e mantém todas as demais regras e competências da comissão já estabelecidas.

Principais pontos da notícia

  1. Extensão do prazo da comissão
    A ANAC estendeu o funcionamento da Comissão de Autocomposição da Concessão de Viracopos por mais 45 dias, com o objetivo de concluir as atividades em andamento para solução consensual de questões contratuais.
    ➝ A medida busca garantir espaço para negociações antes de avançar para outras etapas do processo.

  2. Data de vigência da prorrogação
    A prorrogação começou a valer em 24 de janeiro de 2026, conforme a Portaria nº 18.670, publicada no Diário Oficial da União nessa mesma semana.
    ➝ O novo prazo adiciona mais tempo para o colegiado atuar.

  3. Contexto do processo de concessão
    A comissão foi criada em 15 de novembro de 2025 para auxiliar na busca de consensos relativos ao contrato de concessão de Viracopos — um processo que envolve disputas e tentativas de solução antes de possíveis etapas finais como relicitação ou outros desdobramentos.
    ➝ Esse tipo de comitê é usado para facilitar acordos em concessões complexas.

Fundo Phoenix recorre à ANA para tentar barrar venda da Emae à Sabesp

ANA

O Fundo Phoenix, ligado ao empresário Nelson Tanure, entrou com uma petição na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) solicitando a abertura de um processo administrativo e uma consulta pública sobre a venda da Emae à Sabesp. No documento, o fundo alega que a operação deveria ter envolvido outras agências reguladoras antes de ser concluída e que a transação violaria normas setoriais e contratuais.

A Sabesp já havia recebido aprovações importantes da Aneel e do Cade, mas o Phoenix sustenta que a negociação impacta a prestação de serviços de saneamento e energia e demanda análise mais ampla por parte de diferentes órgãos. A petição está sob análise da Procuradoria Federal junto à ANA, mas a agência enfrenta vagas no comando e não considera o caso prioridade no momento.

Principais pontos da notícia

  1. O que o fundo contesta
    O Phoenix pediu à ANA que revise a venda da Emae para a Sabesp, argumentando que outras agências reguladoras deveriam ter sido envolvidas no processo para avaliar aspectos contratuais e setoriais.

  2. Status regulatório da venda
    A transação já teve aval da Aneel e do Cade, que consideraram a aquisição sem risco concorrencial, e a Sabesp detém atualmente o controle acionário majoritário da Emae.

  3. Análise do pedido na ANA
    A petição do fundo está sob avaliação da Procuradoria Federal junto à ANA, mas a agência está com diretoria incompleta e não tem prioridade definida para o caso.

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