Gestão do Ativo Imobilizado
Primeiro passo: definir se a depreciação será registrada como:
Base Societária (Contábil):
Base Fiscal (Receita Federal):
|
BENS DEPRECIÁVEIS |
TAXA ANUAL DE DEPRECIAÇÃO (%)
|
ANOS DE VIDA ÚTIL |
|
Móveis e utensílios |
10% |
10 anos |
|
Veículos |
20% |
5 anos |
|
Computadores e periféricos |
20% |
5 anos |
|
Empilhadeiras; outros veículos para movimentação de cargas e semelhantes, equipados com dispositivo de elevação |
10% |
10 anos |
A escolha do método deve refletir o padrão de consumo dos benefícios econômicos do ativo. Veja os principais:
Mais utilizado pela simplicidade e previsibilidade. Gera despesa constante ao longo da vida útil.
A fórmula aplicada é:
Depreciação anual = (Custo de aquisição – Valor residual) ÷ Vida útil (em anos)
Onde:
Um equipamento adquirido por R$ 200.000, com vida útil estimada de 10 anos e valor residual de 10% (R$ 20.000), terá depreciação calculada da seguinte forma:
Depreciação anual = (R$ 200.000 – R$ 20.000) ÷ 10 = R$ 18.000 por ano
Depreciação mensal = R$ 18.000 ÷ 12 = R$ 1.500 por mês

Ideal para ativos que perdem mais valor nos primeiros anos, como equipamentos eletrônicos e veículos.
Características:
Equipamento de R$ 100.000:
|
Ano |
Base de cálculo (valor contábil líquido) |
Depreciação (40%) |
Valor contábil fina |
|
1 |
R$ 100.000 |
R$ 40.000 |
R$ 60.000 |
|
2 |
R$ 60.000 |
R$ 24.000 |
R$ 36.000 |
|
3 |
R$ 36.000 |
R$ 14.400 |
R$ 21.600 |
|
4 |
R$ 21.600 |
R$ 8.640 |
R$ 12.960 |
|
5 |
R$ 12.960 |
R$ 5.184 |
R$ 7.776 |
Atenção: O bem nunca atinge valor zero pode ser necessário ajuste no último ano.
Perfeito para ativos cujo desgaste está diretamente ligado ao uso, como:
Como funciona: A depreciação é proporcional à quantidade produzida ou utilizada no período.
Considere uma máquina industrial adquirida por R$ 150.000, com valor residual estimado em R$ 15.000 e capacidade total prevista de produção de 1.000.000 de unidades durante sua vida útil.
No período de um ano, essa máquina produziu 120.000 unidades.
Passo 1: Calcular o valor depreciável
Valor depreciável = Custo de aquisição – Valor residual
Valor depreciável = R$ 150.000 – R$ 15.000 = R$ 135.000
Passo 2: Calcular a taxa de depreciação por unidade
Taxa por unidade = Valor depreciável ÷ Capacidade total de produção
Taxa por unidade = R$ 135.000 ÷ 1.000.000 = R$ 0,135 por unidade
Passo 3: Calcular a depreciação do período
Depreciação anual = Taxa por unidade × Unidades produzidas no período
Depreciação anual = R$ 0,135 × 120.000 = R$ 16.200
Assim, a despesa de depreciação reconhecida no período reflete o desgaste efetivo do ativo, proporcional à sua utilização.
Benefício fiscal que permite deduzir mais nos primeiros anos, melhorando o fluxo de caixa.
O benefício aplica-se a bens adquiridos entre 12 de setembro de 2024 e 31 de dezembro de 2025, desde que atendam aos critérios mencionados.
Permite deduzir:
|
Ano |
Valor do bem |
Depreciação acelerada (50%) |
Depreciação normal (10%) |
Total deduzido |
|
2024 |
R$ 100.000 |
R$ 50.000 |
R$ 10.000 |
R$ 60.000 |
|
2025 |
R$ 100.000 |
R$ 50.000 |
R$ 10.000 |
R$ 60.000 |
Total em 2 anos: R$ 120.000 (vs. R$ 20.000 pela normal)

Para calcular e controlar corretamente, utilize softwares de gestão do ativo imobilizado que permitem:
Para calcular e controlar a taxa de depreciação de máquinas e equipamentos de forma sistemática e precisa, a recomendação é utilizar softwares específicos para gestão do ativo imobilizado.
Essas ferramentas permitem ao gestor acompanhar, de maneira organizada e segura, a depreciação dos ativos ao longo de suas vidas úteis, minimizando riscos de erros nos cálculos e na operação contábil.
Com mais de uma década de experiência em consultoria empresarial, o Grupo Investor é especializado na avaliação de empresas, imóveis e ativos fixos. Com mais de R$ 300 bilhões em ativos avaliados, a empresa foca no sucesso dos seus clientes, adotando modernas soluções para gestão patrimonial.
Entre os serviços oferecidos estão o inventário patrimonial, a avaliação de ativos fixos, a revisão das vidas úteis e a realização do teste de impairment, sempre utilizando ferramentas avançadas de controle. Para solicitar um orçamento,

| Aspecto | Fiscal | Contábil (CPC 27) |
|---|---|---|
| Taxas | Fixas (tabela RIR) | Econômicas (ajustáveis) |
| Revisão | Não requer | Anual obrigatória |
| Flexibilidade | Nenhuma | Alta |
| Objetivo | Padronização tributária | Realidade econômica |
| Base de cálculo | Taxa padrão | Uso efetivo do ativo |
Use critérios fiscais para:
Use critérios contábeis para:
Neste artigo, compreendemos que a depreciação de máquinas e equipamentos corresponde à desvalorização natural desses bens ao longo dos anos de uso.
As taxas de depreciação podem ser classificadas como custo, quando o ativo é utilizado diretamente na produção, ou como despesa, nos casos em que não estão diretamente vinculadas ao setor produtivo da empresa.
Uma gestão patrimonial eficiente deve estar alinhada às políticas de controle dos equipamentos, incluindo práticas rigorosas de manutenção preventiva e corretiva. Essas ações são fundamentais para prolongar a vida útil dos ativos, otimizar sua utilização e garantir a precisão no cálculo da depreciação.
Além disso, o acompanhamento sistemático das taxas de depreciação, aliado ao uso de ferramentas tecnológicas e à consultoria especializada, contribui para a transparência contábil, a tomada de decisões estratégicas mais assertivas e a melhoria da saúde financeira da empresa.
Portanto, investir em uma gestão integrada da depreciação é importante para maximizar o valor dos ativos, evitar perdas e assegurar a conformidade com as normas contábeis e fiscais vigentes.
É a perda gradual de valor dos ativos móveis (máquinas, equipamentos, ferramentas) ao longo do tempo, devido ao uso contínuo, falta de manutenção ou obsolescência.
Se o bem for usado diretamente na produção de bens ou serviços, a depreciação é considerada custo. Caso contrário, é tratada como despesa.
A legislação fiscal (RIR/99, artigo 305) estabelece prazos padronizados para depreciação: Móveis e utensílios: 10 anos (10 %); Veículos: 5 anos (20 %); Computadores e periféricos: 5 anos (20 %); Empilhadeiras e similares: 10 anos (10 %)
Os principais métodos são: Linear (linha reta): valor depreciável dividido igualmente ao longo da vida útil. Saldos decrescentes: aplica-se a taxa sobre o valor contábil líquido, reduzindo o valor depreciado a cada ano. Unidades produzidas: baseia-se na quantidade efetivamente produzida ou no uso do ativo Depreciação acelerada (fiscal): permite deduzir até 50% do valor do bem no ano de instalação e mais 50% no ano seguinte, desde que atendidos os requisitos legais
Depreciação anual = (Custo de aquisição – Valor residual) ÷ Vida útil (anos)
Aplica-se uma taxa fixa (ex.: 40 %) sobre o valor contábil líquido, que reduz a cada ano. Por exemplo, partindo de R$ 100.000: Ano 1: R$ 40.000 de depreciação → valor contábil R$ 60.000; Ano 2: 40 % de R$ 60.000 = R$ 24.000; e assim por diante
Deprecia-se conforme o uso real do ativo. Exemplo: Custo: R$ 150.000 | Valor residual: R$ 15.000 | Capacidade total: 1 000 000 unidades Taxa por unidade = (150.000 – 15.000) ÷ 1 000 000 = R$ 0,135 Se usar 120.000 unidades ≈ R$ 16.200 de depreciação esse ano
Facilita deduções — até 50 % do valor do bem no primeiro ano, mais 50 % no segundo — gerando benefício de fluxo de caixa e redução tributária no início, desde que a empresa tenha Lucro Real, esteja habilitada e os bens atendam requisitos legais (como NCM e período entre 12/09/2024 e 31/12/2025)
É recomendável usar softwares de gestão de ativo imobilizado que permitam registrar sistematicamente custos, vida útil, métodos aplicados, histórico e realizar revisões periódicas
Fiscal: usa taxas fixas definidas por lei, sem revisão anual. Contábil (CPC 27): busca refletir o uso real do ativo, com revisões periódicas de vida útil e valor residual

Mais de 14 anos de experiência em avaliação de ativos.
Responsável por mais de 100 projetos de inventário e avaliação de ativos fixos no Brasil e exterior, com mais de 1 milhão de itens inventariados.
Possui MBA em Contabilidade Internacional (IFRS) pela USP e Governança Corporativa pela PUC-MG, além certificado profissional ANBIMA CPA 10, CPA 20 e CEA.
Administrador e Contador com graduações pela FUMEC.
Avaliações econômico-financeiras com uma abordagem altamente customizada.
Notícias selecionadas sobre Finanças Corporativas, Concessões e PPPs
Veja as Newsletter mais recentes