Casa da Moeda do Brasil

Apoio técnico à estruturação da desestatização no âmbito do Programa Nacional de Desestatização (PND), sob coordenação do BNDES.

Empresa

A Casa da Moeda do Brasil (CMB) é empresa pública federal responsável pela produção de papel-moeda, moedas metálicas, passaportes, selos fiscais, diplomas e outros documentos de segurança. Trata-se de ativo estratégico da União, com forte componente tecnológico, relevância institucional e impacto direto na soberania monetária e na segurança documental do país. O projeto esteve inserido no Programa Nacional de Desestatização (PND), com coordenação do BNDES, visando avaliar alternativas para a desestatização da companhia.

Desafios

A estruturação da desestatização da CMB envolvia elevada complexidade técnica, regulatória e institucional, considerando a natureza estratégica das atividades desempenhadas pela empresa, a necessidade de compatibilizar o processo com exigências de segurança nacional e sigilo industrial, a avaliação econômico-financeira de um ativo com receitas dependentes de contratos públicos, a definição do modelo de desestatização mais adequado (alienação de controle, concessão, cisão de ativos ou outras alternativas) e a construção de segurança jurídica para o processo, diante de sensibilidade política e institucional.

Soluções

A Investor foi contratada pelo BNDES, para a prestação de serviços relativos à estruturação e implementação da desestatização da Casa da Moeda do Brasil, no âmbito do escopo econômico financeiro que compreendeu apoio técnico especializado à modelagem do projeto, incluindo análise de cenários de desestatização e alternativas de modelagem institucional, estruturação de premissas econômico-financeiras e avaliação de impactos, apoio na consolidação de informações técnicas necessárias à tomada de decisão e contribuições para organização de dados e subsídios destinados à estruturação do processo pelo BNDES.

Resultados

O trabalho resultou na produção de estudos e análises técnicas que subsidiaram o BNDES na avaliação da viabilidade econômico financeira para desestatização da Casa da Moeda do Brasil. Foram estruturados insumos técnicos e econômico-financeiros que permitiram examinar diferentes arranjos institucionais e apoiar a definição de encaminhamentos estratégicos no âmbito do Programa Nacional de Desestatização. A atuação contribuiu para o amadurecimento do debate técnico sobre o futuro da CMB, fornecendo base analítica qualificada para a tomada de decisão governamental em um projeto de elevada sensibilidade institucional e estratégica. O processo não avançou para a fase de licitação e, com a mudança de diretriz do governo federal, a empresa foi retirada do Programa Nacional de Desestatização. Os estudos realizados ao longo da estruturação forneceram subsídios técnicos e econômicos que apoiaram a tomada de decisão do Governo Federal quanto ao futuro da companhia. Ao final, optou-se pela manutenção da CMB sob controle estatal, com foco em sua reorganização estratégica e operacional, permanecendo como empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda.

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