- PicPay protocola IPO nos EUA e mira captar até US$ 500 milhões na Nasdaq
- A16z capta mais de US$ 15 bi para impulsionar IA, defesa e liderança tecnológica dos EUA
- JPMorgan aposta em novo ciclo de fusões e aquisições na América Latina após crescimento de 34% em 2025
- Saneamento em 2026 deve registrar maior número de PPPs ofertadas ao mercado, com R$ 20,3 bi em investimentos
- Primeira debênture de infraestrutura do Brasil é lançada quase dois anos após criação da lei
- BNDES seleciona parceiro para estudo técnico que vai mapear certificação de carbono no Brasil
- Glencore e Rio Tinto retomam conversa sobre megafusão que pode criar a maior mineradora mundial
PicPay protocola IPO nos EUA e mira captar até US$ 500 milhões na Nasdaq

O PicPay, fintech e banco digital brasileiro, registrou pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos, com o objetivo de captar até cerca de US$ 500 milhões. A operação marca uma nova tentativa de abertura de capital depois de planos anteriores interrompidos em 2021, e a empresa pretende listar suas ações sob o código PICS. A oferta deve contar com grandes bancos internacionais como coordenadores e pode acontecer já no início de 2026, dependendo da aprovação das autoridades regulatórias.
O pedido foi feito junto à Securities and Exchange Commission (SEC) e inclui participação de um fundo de investimento como âncora, que já sinalizou aporte inicial uma prática comum para dar estabilidade ao balanço da oferta. Os recursos captados devem apoiar a expansão dos serviços financeiros da fintech, que já registra crescimento expressivo de usuários, receita e lucro nos últimos anos.
Principais pontos da notícia
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Captação prevista:
A oferta pública inicial na Nasdaq pode levantar até aproximadamente US$ 500 milhões, ainda sujeita à definição final do preço das ações e à aprovação do registro nos EUA. -
Estrutura e coordenadores:
A operação terá a coordenação de grandes bancos, incluindo Citigroup, Bank of America e RBC Capital Markets, e contará com um investidor-âncora já sinalizado com aporte inicial. -
Contexto e expansão:
É a segunda tentativa de IPO do PicPay nos EUA após planos anteriores em 2021 e reflete o crescimento da fintech no Brasil em usuários e receita, ampliando sua presença no mercado financeiro digital.
A16z capta mais de US$ 15 bi para impulsionar IA, defesa e liderança tecnológica dos EUA
A Andreessen Horowitz (a16z), uma das maiores venture capital de tecnologia de Silicon Valley, anunciou a **captação de mais de US$ 15 bilhões em novos fundos — sua maior captação até hoje. A iniciativa ocorre em um momento em que o mercado de capital de risco dos EUA enfrenta um ambiente mais fraco de fundraising, mas a a16z conseguiu atrair uma fatia significativa dos recursos disponíveis, representando mais de 18% de todo o capital de risco levantado no país em 2025.
Os recursos serão alocados em vários fundos especializados, incluindo investimentos em empresas de tecnologia avançada, inteligência artificial (IA), infraestrutura, biotecnologia, saúde e defesa, além de estratégias de crescimento em empresas mais maduras. A gestora afirma que parte do objetivo é reforçar a liderança tecnológica dos Estados Unidos, apoiando setores estratégicos em competição global com outras potências.
Principais pontos da notícia
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Captação recorde e peso no mercado de VC:
A a16z levantou mais de US$ 15 bi em novos fundos seu maior volume de recursos representando cerca de 18% de todo o capital de risco alocado nos EUA em 2025, mesmo em um ano de retração no setor. -
Diversificação dos fundos:
O montante será distribuído em diversos veículos de investimento, incluindo:-
Growth Fund (~US$ 6,75 bi) para empresas em estágio avançado;
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**Fundos para apps, infraestrutura e IA (~US$ 1,7 bi cada);
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American Dynamism (~US$ 1,18 bi) focado em defesa, segurança, manufatura e setores estratégicos;
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Bio & Health (~US$ 700 mi); e
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Outras estratégias (~US$ 3 bi).
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Aposta estratégica em tecnologia e liderança:
A captação não só financia startups de ponta em IA e crypto, mas também busca fortalecer áreas consideradas críticas para a competitividade tecnológica americana, como defesa, cadeia de suprimentos e infraestrutura digital uma resposta à crescente competição global, em especial com a China.
Glencore e Rio Tinto retomam conversa sobre megafusão que pode criar a maior mineradora mundial
As gigantes da mineração Glencore e Rio Tinto confirmaram que estão em discussões preliminares sobre uma possível mega-fusão ou combinação de negócios, um movimento que — se avançar — pode criar a maior mineradora do mundo, com valor superior a US$ 200 bilhões.
Os planos estão em estágio inicial e envolvem a ideia de uma transação via troca de ações, sob regras do mercado britânico que exigem uma posição firme até 5 de fevereiro de 2026. Glencore disse que as negociações ainda são incipientes e incertas, sem garantia de que um acordo será fechado.
A potencial combinação ocorre em meio a uma onda de consolidação no setor de mineração, impulsionada pela forte demanda por minerais essenciais como cobre, que está em alta devido à eletrificação, transição energética e inteligência artificial fatores que têm impulsionado fusões e parcerias globais.
Principais pontos da notícia
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Discussões preliminares entre as duas mineradoras
A Glencore confirmou que está em conversas iniciais com a Rio Tinto sobre uma possível combinação de negócios ou fusão, mas ressaltou que ainda não há termos finais nem certeza de fechamento. -
Impacto potencial no setor global
Se concretizada, a operação poderia formar a maior empresa de mineração do mundo, superando concorrentes históricos, com foco em escala e presença em minerais estratégicos, especialmente cobre, essencial para tecnologia e energia limpa. -
Prazos e estrutura previstos
Uma das hipóteses discutidas é uma fusão via troca de ações sob o sistema regulatório do Reino Unido, o que impõe um prazo até 5 de fevereiro de 2026 para que a Rio Tinto decida formalmente avançar ou desistir da oferta.
JPMorgan aposta em novo ciclo de fusões e aquisições na América Latina após crescimento de 34% em 2025
O JPMorgan projeta que o mercado de fusões e aquisições (M&A) na América Latina pode continuar em crescimento em 2026, mesmo depois de um salto de 34% no volume de transações em 2025, que alcançou cerca de US$ 130 bilhões na região. Segundo o banco, as valorizações ainda atrativas e a busca por escala e diversificação continuam a atrair investidores, com destaque para México e Argentina, enquanto o Brasil segue no radar por ser a maior economia latino-americana.
O banco destaca que empresas estão mais focadas em estratégias de longo prazo e que negócios “cross-border” entre países diferentes podem ganhar força, inclusive com interesse de empresas latino-americanas em aquisições nos Estados Unidos para proteger receitas em dólar.
Principais pontos da notícia
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Crescimento sólido em M&A em 2025:
O valor total das fusões e aquisições na América Latina cresceu 34% em 2025, alcançando cerca de US$ 130 bi, e o JPMorgan espera que a atividade continue forte em 2026. -
Atração por valorizações e oportunidades regionais:
O banco ressalta que as valorizações das empresas na região ainda são consideradas atrativas, incentivando investidores a buscar negócios que gerem escala e sinergias, mesmo diante de incertezas políticas e econômicas. -
Ênfase em transações internacionais:
Uma tendência observada é o aumento de negócios “cross-border”, com empresas latino-americanas buscando expansão nos Estados Unidos por meio de aquisições, uma estratégia que pode oferecer mais estabilidade em dólares frente a volatilidade local.
Saneamento em 2026 deve registrar maior número de PPPs ofertadas ao mercado, com R$ 20,3 bi em investimentos
Em 2026, o setor de saneamento básico pode viver um ano histórico em Parcerias Público-Privadas (PPPs), com quatro grandes projetos programados para irem a leilão e injetar cerca de R$ 20,3 bilhões em obras e serviços, atendendo 477 municípios. Esses números, se confirmados, significam que será o maior volume de PPPs ofertadas desde a aprovação do marco legal do saneamento em 2020, superando o que foi realizado nos últimos seis anos.
A principal iniciativa já confirmada é a PPP em Goiás, com certame marcado para 25 de março, que envolve esgotamento sanitário em 216 municípios e previsão de R$ 6,3 bi em investimentos. Outros projetos em desenvolvimento estão no Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, também focados em esgoto e com grandes aportes previstos.
A avaliação do mercado é que a retirada de limites regulamentares às PPPs em 2023 ajudou a fomentar mais iniciativas nessa modalidade, que tem sido vista como menos complexa que concessões completas e eficaz na atração de investimentos privados para coleta e tratamento de esgoto, área com déficit histórico de cobertura.
Principais pontos da notícia
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Alta de PPPs no saneamento em 2026:
Quatro grandes projetos devem ir a leilão em 2026, com R$ 20,3 bi em investimentos previstos o maior número de PPPs relevantes desde a aprovação do marco legal do saneamento em 2020. -
Exemplo em Goiás:
A PPP mais adiantada é a de 216 municípios goianos, com edital publicado e leilão marcado para 25 de março, estimando R$ 6,3 bi para melhorar o serviço de esgoto. -
Cenário regulatório favorável:
Mudanças na regulamentação em 2023 eliminaram um limite que restringia a participação de PPPs, abrindo espaço para mais modelagens e atraindo interesse de investidores privados no segmento de esgotamento sanitário.
Primeira debênture de infraestrutura do Brasil é lançada quase dois anos após criação da lei
Quase dois anos depois da criação das debêntures de infraestrutura pela lei 14.801/2024, o mercado brasileiro viu sua primeira emissão desse tipo — um marco na tentativa de atrair financiamento privado para grandes projetos. A empresa Eldorado Brasil Celulose captou R$ 1 bilhão em títulos com prazo de 15 anos, coordenados e integralmente subscritos pelo BNDES. Os recursos serão usados na construção de uma ferrovia de 86,7 km no Mato Grosso do Sul, conectando a produção de celulose à malha ferroviária com acesso ao Porto de Santos, potencializando eficiência logística e redução de custos.
Principais pontos da notícia
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Primeira emissão após lei:
A Eldorado Brasil Celulose realizou a primeira emissão de debêntures de infraestrutura desde a sanção da Lei 14.801/2024, um instrumento criado para facilitar o financiamento de projetos de infraestrutura no país. -
Captação e uso dos recursos:
Foram captados R$ 1 bilhão com títulos de 15 anos, subscritos pelo BNDES, e os fundos serão destinados à construção de uma ferrovia de 86,7 km no Mato Grosso do Sul para escoar produção ao Porto de Santos. -
Apoio do BNDES e estrutura:
A operação foi coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que também subscreveu integralmente os papéis; há ainda um financiamento complementar de R$ 50 milhões para o projeto.
BNDES seleciona parceiro para estudo técnico que vai mapear certificação de carbono no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu uma seleção pública de propostas para contratar um parceiro que elabore um estudo técnico sobre a certificação de créditos de carbono no Brasil uma etapa importante para fortalecer o mercado de carbono nacional, que vem ganhando relevância com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. O projeto tem apoio não reembolsável de até R$ 10 milhões do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP) e envolve parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério da Fazenda.
O estudo vai mapear o ecossistema de certificação no país, analisar metodologias existentes, revisar arranjos de governança e identificar oportunidades para reduzir custo e tempo de certificação, com foco em integridade ambiental, segurança jurídica e eficiência operacional. As inscrições são gratuitas e vão até 9 de fevereiro de 2026 no Portal do Cliente do BNDES.
Principais pontos da notícia
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Objetivo do estudo:
O BNDES quer entender e fortalecer o mercado de certificação de créditos de carbono no Brasil, identificando métodos, atores e oportunidades de melhoria para ampliar participação e reduzir custos. -
Recursos disponíveis:
O edital oferece até R$ 10 milhões em apoio não reembolsável pelo BNDES FEP para o parceiro selecionado desenvolver o estudo técnico. -
Prazos e inscrição:
Propostas podem ser enviadas gratuitamente até 9 de fevereiro de 2026, com prazo estimado de até seis meses para a execução dos trabalhos.
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É graduada em Letras pela UFMG, com atuação focada em comunicação digital, produção de conteúdo e estratégia de marketing. Tem experiência com criação e design de newsletters, marketing no Instagram, endomarketing, SEO, Google Analytics, copywriting, blogs, e produção de conteúdo para web. Domina ferramentas como Canva, WordPress, Google Ads, além de ter certificações em Marketing Digital, SEO, Analytics e Redação Web por instituições como Udemy, Sebrae, Rock Content e Rock University.