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Brava Energia compra participação da Petronas na Bacia de Campos por US$ 450 mi após troca de CEO – 20/01/2025

Brava Energia compra participação da Petronas na Bacia de Campos por US$ 450 mi após troca de CEO

Brava Energia

A Brava Energia anunciou a aquisição de 50% da participação da Petronas nos campos Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), localizados na Bacia de Campos (RJ), por US$ 450 milhões — cerca de R$ 2,4 bilhões. A operação é o primeiro movimento da empresa após a mudança na liderança, com Richard Kovacs assumindo como novo CEO a partir de fevereiro de 2026. A aquisição reforça a presença da Brava em campos já em produção e está alinhada à sua estratégia de diversificação de portfólio e geração de caixa. A conclusão depende ainda de aprovações regulatórias, como o CADE e a ANP.

Principais pontos da notícia

  1. Valor da transação e ativos envolvidos:
    A empresa comprou 50% dos campos Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III) por aproximadamente US$ 450 mi, com pagamento escalonado em parcelas ao longo dos próximos anos.

  2. Impacto na produção:
    Com essa aquisição, a produção da companhia pode aumentar cerca de 30%, passando a mais de 120 mil barris de óleo equivalente por dia, trazendo mais caixa e ritmo de produção.

  3. Mudança de gestão:
    O anúncio veio logo após a troca no comando da empresa, com a chegada de Kovacs como CEO, sinalizando um foco mais ativo em revisão de portfólio, desalavancagem e retornos aos acionistas.

A aquisição de 50% do campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, marcou uma mudança relevante na estratégia da companhia. O movimento veio em um momento em que o mercado esperava foco em desalavancagem, e não em novas compras. Ainda assim, a transação é vista por parte dos analistas como capaz de reforçar a geração de caixa, o que pode ajudar a reduzir a alavancagem no médio prazo.

O negócio envolve ativos já em produção, com perfil maduro e potencial de contribuir rapidamente para o resultado operacional. Apesar disso, o anúncio causou reação negativa inicial nas ações, refletindo a preocupação dos investidores com o aumento do endividamento no curto prazo.

Principais pontos da notícia

  1. Valor e ativos da operação
    A transação foi fechada por US$ 450 milhões e envolve 50% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte (Módulo III), na Bacia de Campos.
    ➝ Ativos já operacionais, com geração de caixa imediata.

  2. Estratégia em debate
    O mercado esperava uma fase de desinvestimentos e redução de dívida, mas a empresa optou por crescer via aquisição.
    ➝ A decisão dividiu analistas entre risco financeiro e ganho operacional.

  3. Impacto financeiro potencial
    Apesar do aumento inicial da alavancagem, os campos adquiridos podem elevar produção e Ebitda, ajudando a melhorar os indicadores financeiros ao longo do tempo.
    ➝ A desalavancagem pode vir mais adiante, via geração de caixa.

JBS vende participação em joint venture de snacks de carne e sai do negócio no Brasil

A JBS decidiu vender sua participação de 50% na joint venture que produzia e comercializava snacks de carne (como beef jerky) no Brasil para o parceiro americano, que já detinha a outra metade. A operação, submetida à análise do CADE, transfere o controle total da Meat Snack Partners para o grupo ligado à marca Jack Link’s. A decisão faz parte de um movimento da companhia de ajustar seu portfólio e foco estratégico, saindo de um segmento considerado periférico às suas operações principais de proteína animal global.

Principais pontos da notícia

  1. Venda da participação na joint venture:
    A empresa vendeu sua metade na Meat Snack Partners, encerrando sua participação na produção e venda de snacks de carne no Brasil e deixando o parceiro americano assumir o controle total.
    ➝ Reestruturação do portfólio e foco em operações centrais.

  2. Produtos e operações envolvidos:
    O negócio abrangia a produção e comercialização de snacks de carne (como beef jerky) em unidades localizadas no estado de São Paulo, voltadas a mercados domésticos e internacionais.
    ➝ Segmento considerado menor na estratégia global.

  3. Aprovação regulatória necessária:
    A transação foi submetida à autoridade antitruste brasileira (CADE), um passo obrigatório para finalizar a operação sem restrições concorrenciais.
    ➝ Processo padrão em desinvestimentos de participação societária

Lumina garante retorno mínimo ao investir no Agibank e IPO detalha termos para acionistas

No pedido de IPO protocolado pelo Agibank nos Estados Unidos, o acordo de acionistas firmado com investidores inclui um retorno mínimo anual garantido de cerca de 21,5% para a Lumina Capital sobre sua participação no banco — um mecanismo comum em rodadas pré-IPO que protege o fundo caso o valor das ações não suba como esperado.

Essa garantia não significa que a gestora recebe esse rendimento como um título, mas que, no cálculo de distribuição de ganhos na oferta pública, ela tem prioridade até atingir esse retorno base antes da divisão do upside com outros acionistas. Essa proteção incentiva investimentos em empresas de crescimento como a do setor financeiro digital no Brasil.

O prospecto do IPO também mostra diferentes “bandas de retorno”, que podem levar a ganhos maiores se o desempenho das ações superar expectativas, com a gestora e demais investidores dividindo o excedente.

Principais pontos da notícia

  1. Retorno mínimo pactuado:
    A Lumina tem garantia de retorno anual mínimo de ~21,5% sobre sua participação no banco no contexto do IPO, protegendo-a caso o preço das ações não suba conforme o esperado.
    ➝ Isso cria um piso de retorno antes de dividir ganhos adicionais com outros acionistas.

  2. Estrutura do IPO:
    A oferta pública busca captar até cerca de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos e detalha como serão tratadas diferentes faixas de retorno para acionistas estratégicos e investidores minoritários.
    ➝ O IPO pode fortalecer a estrutura de capital e apoiar expansão.

  3. Contexto estratégico do investimento:
    A Lumina já havia investido R$ 400 milhões no banco em 2024, com a instituição avaliada em aproximadamente R$ 9,3 bilhões, reforçando a confiança dos investidores no modelo de negócio híbrido da instituição.

Cambuhy vende 3,4% da Eneva e sai totalmente da acionista da empresa

 

A Cambuhy Investimentos — veículo de investimento ligado à família Moreira Salles — zerou sua participação remanescente de 3,4% na Eneva em um block trade realizado na semana passada, encerrando sua presença como acionista da companhia depois de um processo gradual de venda.

A operação envolveu 65 milhões de ações negociadas a cerca de R$ 21 por ação, movimentando aproximadamente R$ 1,4 bilhão no total e representando um volume bem acima da média diária do papel.

A Cambuhy estava na Eneva desde a formação da empresa, fruto de investimentos que remontam a 2013, mas vinha reduzindo sua participação ao longo de 2025 por meio de block trades intermediados pelo BTG Pactual até a completa saída.

Principais pontos da notícia

  1. Venda e valor movimentado:
    A operação envolveu 65 milhões de ações vendidas a cerca de R$ 21 cada, somando aproximadamente R$ 1,4 bilhão, e foi feita via block trade.
    ➝ Block trade é uma venda de grande lote de ações negociado fora do pregão regular.

  2. Fim da participação acionária:
    A Cambuhy zerou sua posição de 3,4% na companhia, concluindo um processo de redução que começou ao longo de 2025.
    ➝ Significa a saída total de um dos investidores históricos da empresa.

  3. Histórico de relacionamento com a Eneva:
    O investimento teve origem em 2013, quando a Cambuhy entrou via ativos ligados à OGX Maranhão, e passou por diferentes acordos e participações ao longo dos anos.
    ➝ A saída marca uma mudança na estrutura acionária da empresa

Goiás prepara obras em mais de 1,4 mil km de rodovias para 2026 com ritmo histórico de investimentos

O governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), anunciou que vai levar adiante um plano robusto de obras rodoviárias em 2026, com foco em duplicações, pavimentações, restaurações e melhorias funcionais em mais de 1 400 km de estradas no estado — mantendo o ritmo intenso de execução alcançado em 2025. As iniciativas incluem trechos como a pavimentação da GO-469 e a restauração da GO-070, além da contratação de projetos para 30 contornos rodoviários visando o escoamento da produção e a segurança viária.

O plano segue um ciclo expansivo de investimentos e obras já iniciados no ano anterior, com apoio de fundos estaduais e setor produtivo, reforçando a infraestrutura logística e melhorando potencialmente a posição da malha viária do estado em rankings nacionais.

Principais pontos da notícia

  1. Extensão de obras planejadas:
     Serão realizadas intervenções em mais de 1 400 km de rodovias, incluindo pavimentação, restauração e duplicação de trechos importantes no estado.
    ➝ Isso amplia infraestrutura e facilita o fluxo de produtos e pessoas em Goiás.

  2. Projetos e trechos em destaque:
    Entre os destaques estão a pavimentação de 10 km da GO-469 (Abadia de Goiás ↔ Aragoiânia) e a restauração de 170 km da GO-070 (Goiânia ↔ Itaberaí).
    ➝ Ações com impacto direto na mobilidade e conservação de vias principais.

  3. Continuidade de ritmo histórico:
    Após um ano de execução recorde em 2025 (com mais de 100 frentes de trabalho e 40 obras entregues), o governo busca repetir o desempenho com novas obras e projetos já prontos para contratação.

DNIT inicia nova fase da reforma da Ponte do Fandango com bloqueio e travessia gratuita por balsa

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou que, a partir de 3 de fevereiro de 2026, começa uma nova etapa da reforma da Ponte do Fandango, na BR-153/RS, em Cachoeira do Sul. Para executar os trabalhos, o tráfego sobre a ponte será totalmente interrompido, e será disponibilizada travessia gratuita por balsa para veículos e pedestres durante a interdição.

A intervenção faz parte de um plano de reabilitação estrutural do viaduto, que inclui demolição e reconstrução dos acessos, elevação da estrutura metálica principal em cerca de 3,14 m (para prevenção de enchentes) e ampliação da capacidade de carga dos viadutos. Também será construída uma passarela externa para pedestres e haverá recuperação do pavimento e da sinalização.

Essa obra é estratégica para melhorar a logística regional, já que a ponte liga importantes trechos viários e é parte do corredor que conecta o interior do Rio Grande do Sul ao Porto de Rio Grande e a outras rodovias importantes do estado.

Principais pontos da notícia

  1. Bloqueio total e travessia por balsa
    A partir de 3 de fevereiro de 2026, o tráfego na ponte será interrompido totalmente para obras, com balsa gratuita garantindo a circulação de pessoas e veículos pelo Rio Jacuí durante a reforma.
    ➝ Medida garante mobilidade enquanto a ponte está fechada.

  2. Escopo das intervenções
    A nova etapa envolve demolição dos viadutos de acesso, reconstrução dos acessos, elevação da ponte em 3,14 m, construção de passarela externa e recuperação de pavimento e sinalização.
    ➝ A obra aumenta a capacidade estrutural e adapta a ponte a eventos climáticos.

  3. Importância logística
    A ponte é um elo crucial na BR-153/RS, ligando a região Central e o Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do estado e ao Porto de Rio Grande, influenciando o transporte de grãos, insumos e produtos.
    ➝ Melhora a eficiência e segurança logística no Rio Grande do Sul.

Movimentação de cargas no Porto de Santos fecha 2025 em recorde histórico e com forte alta

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou em 2025 o maior volume de movimentação de cargas da sua história, atingindo 186,4 milhões de toneladas — um crescimento de 3,6% em relação ao recorde anterior, de 2024.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela carga conteinerizada, que também bateu recorde, e pela sólida performance dos granéis sólidos, como soja e celulose. As exportações somaram 137,4 milhões de toneladas (alta de 4,6%) e as importações totalizaram 49 milhões (alta de 1%), contribuindo para a maior participação do complexo nas transações comerciais do Brasil.

O resultado reforça a importância logística do porto para o comércio global e a economia brasileira, apoiado por investimentos em infraestrutura e sua capacidade operacional.

Principais pontos da notícia

  1. Recorde de movimentação anual
    O complexo portuário alcançou 186,4 milhões de toneladas em cargas movimentadas em 2025 — o maior volume da história — representando um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior.
    ➝ Reflete expansão com mais cargas exportadas e logística mais ativa.

  2. Crescimento nos principais segmentos
    A movimentação de contêineres superou 5,9 milhões de TEUs (alta de ~7,7%), enquanto os granéis sólidos somaram 94,5 milhões de toneladas com destaque para soja e celulose em alta.
    ➝ Isso mostra diversificação do tipo de carga e maior eficiência operacional.

  3. Participação no comércio exterior brasileiro
    As exportações pelo terminal totalizaram 137,4 milhões de toneladas, com importações de 49 milhões, ampliando a participação do porto nas transações comerciais do país, que representaram cerca de 29,6% do comércio exterior brasileiro em valor FOB em 2025.
    ➝ Sinaliza papel-chave na cadeia logística nacional

Fazendas solares perdem atratividade no Brasil e mercado volta a focar geração junto ao consumo

Especialistas afirmam que fazendas solares — usinas voltadas à comercialização de energia e créditos de geração distribuída — perderam atratividade econômica no Brasil, tornando-se menos interessantes para investidores e dificultando novos empreendimentos nesse modelo. Isso ocorre em um cenário em que o fim dos descontos nas tarifas de uso da rede elétrica, o pagamento de maiores valores de conexão e as altas taxas de juros (Selic em cerca de 15%) reduzem a rentabilidade desses projetos.

Por outro lado, há uma migração de interesse para a geração distribuída junto à carga — como sistemas solares em telhados de indústrias, comércios ou residências — que continua a crescer de forma estável, apesar dos desafios no setor.

Principais pontos da notícia

  1. Perda de viabilidade das fazendas solares
    Projetos com capacidade entre 75 kW e 5 MW ficaram menos atraentes após a redução dos descontos nas tarifas de rede e mudanças no regime de compensação de energia gerada pela rede elétrica.
    ➝ Isso encarece o retorno financeiro desses investimentos.

  2. Impacto da infraestrutura e custos
    Além da queda nos incentivos, fatores como inversão de fluxo de energia, exigência de pagar porcentagens maiores da tarifa de uso da rede (chegando a 60% agora e 100% em 2029) e juros altos tornam o modelo menos competitivo.
    ➝ Empreendimentos podem nem chegar a “se pagar” em algumas regiões.

  3. Crescimento esperado na geração junto ao consumo
    O foco do setor deve se deslocar para sistemas de geração distribuída junto à carga (como painéis em empresas e residências), que permitem redução da conta de luz e têm mantido crescimento estável, mesmo sem os incentivos anteriores.
    ➝ Esse formato continua atraindo consumidores interessados em reduzir custos e aumentar sustentabilidade.

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